Mãe faz apelo e desmente boatos após quatro meses do desaparecimento dos filhos no MA

O desaparecimento de duas crianças em Bacabal, no Maranhão, completou quatro meses sem respostas das autoridades. Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, sumiram no dia 4 de janeiro após saírem para brincar no Quilombo São Sebastião dos Pretos, na zona rural do município. Desde então, o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
Mãe desmente boatos
A mãe das crianças, Clarice Cardoso, voltou a se manifestar publicamente para desmentir informações falsas sobre o suposto paradeiro dos filhos. Segundo ela, rumores compartilhados nas redes sociais têm causado ainda mais sofrimento à família. Clarice afirmou que não recebeu qualquer notícia concreta sobre as crianças desde o desaparecimento.
Buscas mobilizaram força-tarefa
As buscas mobilizaram bombeiros, policiais civis e militares, voluntários, equipes do Exército e especialistas em operações aéreas e aquáticas. Helicópteros, drones, cães farejadores e equipamentos de mapeamento também foram utilizados nas operações realizadas na região de mata fechada próxima ao Rio Mearim. Apesar da mobilização, nenhum vestígio das crianças foi localizado.
Investigação continua
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que o inquérito ainda não foi concluído e que todas as hipóteses seguem sendo analisadas. Entre as linhas investigativas consideradas ao longo dos meses estão possibilidade de sequestro, tráfico humano, afogamento e ataque de animal, embora nenhuma tenha sido confirmada oficialmente.
Relato do primo
Dias após o desaparecimento, o primo das crianças, Anderson Kauã, de 8 anos, foi encontrado com vida em uma área rural. Segundo relato prestado às autoridades, os três haviam entrado na mata para buscar frutas e passaram por uma cabana abandonada próxima ao rio. O menino auxiliou equipes na reconstituição do trajeto feito no dia do desaparecimento.
Próximos passos
A Polícia Civil do Maranhão afirmou que continua reunindo informações e realizando diligências para esclarecer o caso. Enquanto aguardam respostas, familiares seguem cobrando a continuidade das investigações e pedindo apoio da população para o envio de informações que possam ajudar a localizar as crianças.





