Morte de menino de 3 anos em Tocantins ganha novos detalhes e mobiliza investigação

Caso causou forte comoção
A morte do pequeno Gustavo Veloso Feitosa, de apenas 3 anos, causou grande comoção em Palmas, no Tocantins.
A criança havia passado o fim de semana na casa do pai, Igor Gustavo Veloso de Souza, de 33 anos, quando foi encontrada sem vida no início da semana. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil e ganhou novos desdobramentos após a análise dos primeiros elementos reunidos no inquérito.
Pai e madrasta foram presos
Com o avanço da investigação, a Justiça decretou a prisão preventiva do pai da criança e da madrasta, Kathellen Moreira, de 23 anos.
Os dois foram localizados e presos durante a madrugada de quinta-feira, após pedido da Polícia Civil. Depois dos procedimentos legais, eles foram encaminhados para unidades diferentes do sistema prisional do Tocantins.
Versão inicial falava em acidente
A versão apresentada inicialmente às autoridades indicava que Gustavo teria sofrido um acidente na piscina da casa durante o domingo.
Segundo o relato atribuído ao pai, ele teria retirado o menino da água, prestado os primeiros cuidados e colocado a criança para repousar. A ausência de sinais vitais teria sido percebida apenas na manhã seguinte.
Laudo mudou rumo da apuração
A investigação ganhou novo rumo após exames preliminares do Instituto Médico Legal. De acordo com a publicação, os primeiros apontamentos não teriam sido compatíveis com afogamento.
O laudo teria indicado alterações físicas e lesões diversas, o que levou os investigadores a aprofundarem a análise sobre o que ocorreu durante o período em que a criança esteve no imóvel.
Vídeos também são analisados
A família materna entregou à polícia registros em vídeo feitos antes da visita de fim de semana. Segundo a defesa da mãe, o material mostraria que a criança demonstrava receio de ir para a casa do pai.
Essas imagens passaram a fazer parte da investigação e devem ajudar os agentes a reconstruir a linha do tempo dos acontecimentos.
Defesa afirma colaboração
A defesa do pai informou que ele colaborou com as autoridades desde o início, comparecendo à delegacia e permitindo o acesso ao imóvel para os trabalhos da perícia.
Também foi informado que, por causa do segredo de justiça, manifestações mais detalhadas serão feitas apenas dentro do processo.
Investigação segue em andamento
A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas, analisando laudos complementares e cruzando informações para esclarecer a dinâmica da morte.
O caso segue acompanhado por órgãos ligados à proteção da infância, enquanto a Justiça avalia a responsabilidade dos investigados.
Informação importante
Até o momento, pai e madrasta são tratados como investigados. A prisão preventiva não significa condenação, mas foi determinada para garantir o andamento da apuração.
A conclusão sobre a causa da morte e a responsabilidade de cada envolvido dependerá dos laudos finais, depoimentos e demais provas reunidas no inquérito.





