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Autor da facada em Bolsonaro afirma a peritos que “teria Bonner” em chapa presidencial


O laudo médico aponta que Adélio, que está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), apresenta piora significativa no quadro psiquiátrico e é considerado inimputável — incapaz de responder criminalmente por seus atos devido a transtorno mental. Durante a avaliação, ele verbalizou o desejo de se candidatar ao Palácio do Planalto e citou a jornalista Patrícia Poeta como primeira opção para sua chapa.
Ao ser questionado sobre quem escolheria caso sua primeira opção não aceitasse, Adélio afirmou que indicaria o jornalista William Bonner para integrar a chapa eleitoral. Segundo o laudo, ele justificou as escolhas ao afirmar que os nomes transmitiriam “credibilidade” ao público durante uma campanha.
O relatório descreve que as manifestações de Adélio denotam comprometimento do senso de realidade e exacerbação da autoestima delirante, reforçando o diagnóstico de transtorno psicótico persistente com características de esquizofrenia paranoide. Os peritos também observaram prejuízo na percepção da realidade, redução de afeto e pouca variação emocional ao longo da entrevista.
Adélio Bispo foi preso em 2018 após esfaquear Jair Bolsonaro durante um evento de campanha em Juiz de Fora (MG). Ele foi considerado inimputável e cumpriu medida de segurança em unidade psiquiátrica e posteriormente em presídio federal, sob custódia contínua desde então.
Especialistas ouvidos por órgãos de imprensa que cobriram o laudo destacam que os relatos apresentados por Adélio refletem sintomas graves de transtorno mental, e não um plano político real. A situação reitera a importância do acompanhamento médico especializado em casos de saúde mental complexos e indica que as declarações foram atribuídas a delírios no contexto clínico apresentado.