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Brasil de luto: Acabamos de perder grande estrela da MÚSICA, o querido Se… Ver mais

Sanfoneiro sofreu infarto fulminante em casa, durante madrugada; morte comove o meio artístico

O forró nordestino está de luto. Faleceu na madrugada desta segunda-feira (30) o sanfoneiro e compositor Sebastião José Ferreira, conhecido como Xameguinho, aos 62 anos. O músico sofreu um infarto fulminante em sua residência, no bairro Tabuleiro do Martins, em Maceió (AL), antes mesmo de conseguir atendimento médico.

Xameguinho sentiu fortes dores no peito e falta de ar por volta das 5h da manhã. A esposa ainda tentou levá-lo a uma Unidade de Pronto Atendimento, mas ele não resistiu e morreu no banheiro de casa. A notícia abalou a cena cultural alagoana, especialmente por ocorrer em plena temporada das festas juninas — época em que o forrozeiro costumava brilhar nos palcos.

Nascido na zona rural de Atalaia (AL), Xameguinho teve a primeira sanfona ainda na infância, presente do pai. Aos 14 anos, já tocava clássicos de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro com desenvoltura. Em 1978, adotou o nome artístico e, no ano seguinte, formou o grupo Os Pajés Nordestinos, iniciando uma trajetória de mais de quatro décadas dedicada ao forró tradicional.

O artista gravou discos, DVDs e se apresentou não só em todo o Brasil, como também em países da Europa, levando a cultura nordestina a palcos na França, Alemanha, Bélgica, Itália e Suíça. Xameguinho era respeitado como um dos maiores representantes do estilo pé-de-serra, e sua presença era certa em festas populares, feiras culturais e comemorações juninas.

A Associação dos Forrozeiros de Alagoas lamentou a perda em nota oficial: “Com nossos corações enlutados, comunicamos o falecimento do Mestre Xameguinho do Acordeon. Uma grande perda para a família forrozeira”. Informações sobre o velório e sepultamento devem ser divulgadas nas próximas horas.

A morte de Xameguinho representa não apenas a despedida de um artista, mas o fim de um ciclo importante da música regional brasileira. Seu legado permanece vivo nas sanfonas que ainda tocam nos arraiais e no coração de quem reconhece a força do forró raiz. Como dizem os forrozeiros, quando o som é verdadeiro, ele nunca morre — apenas muda de tom.