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Homem morre na rua após aguardar atendimento de emergência em Catalão

Caso gerou revolta

Um homem identificado como Rafael Vinícius Silva de Souza, de 36 anos, morreu após passar mal e aguardar atendimento de emergência em Catalão, no sudeste de Goiás. O caso aconteceu na noite de segunda-feira, 20 de julho, na Rua Manaus, no bairro Jardim Paraíso.

Segundo relatos de moradores, Rafael pediu ajuda em residências da região e permaneceu por cerca de duas horas esperando socorro. A demora no atendimento causou comoção e revolta entre vizinhos e internautas.

Vizinhos tentaram ajudar

Moradores afirmaram que acionaram os serviços de emergência várias vezes enquanto o homem apresentava sinais de mal-estar. Imagens de câmeras da região teriam registrado Rafael buscando ajuda antes de cair na rua.

Quando as equipes chegaram, ele já estava sem vida. O caso passou a levantar questionamentos sobre o tempo de resposta e a estrutura disponível para atendimentos de urgência na cidade.

Ambulâncias estavam em outras ocorrências

De acordo com informações divulgadas pela imprensa local, o Samu informou que as duas ambulâncias responsáveis pelo atendimento em Catalão estavam fora do município no momento do chamado, atendendo outras ocorrências.

O Corpo de Bombeiros também afirmou que atende Catalão e outros sete municípios da região com duas ambulâncias, e informou que apura relatos sobre possíveis dificuldades para completar ligações ao telefone 193 antes do registro oficial da ocorrência.

Causa da morte será investigada

A vítima não apresentava sinais aparentes de agressão, segundo informações preliminares. A causa da morte deverá ser esclarecida após exames periciais e análise das circunstâncias do atendimento.

As autoridades devem apurar a cronologia dos chamados, o horário em que o socorro foi acionado e o motivo da demora relatada por moradores.

Debate sobre emergência pública

A morte de Rafael reacendeu o debate sobre a capacidade de resposta dos serviços de urgência e emergência em cidades do interior. Moradores cobraram explicações e reforço na estrutura de ambulâncias para evitar que situações semelhantes se repitam.

O caso segue em apuração e deve ter novos desdobramentos após a conclusão dos levantamentos oficiais.