Novos detalhes sobre a morte de menino de 3 anos aumentam comoção no Tocantins

Caso abalou familiares e moradores
A morte de Gustavo Veloso Feitosa, de apenas 3 anos, segue causando forte comoção em Palmas, no Tocantins.
O menino havia passado o fim de semana na casa do pai, Igor Gustavo Veloso de Sousa, quando foi encontrado sem vida. A situação provocou revolta entre familiares, amigos e internautas, principalmente pela idade da criança e pelas novas informações que surgiram durante a investigação.
Criança estava sob cuidados do pai
Segundo a apuração, Gustavo estava sob os cuidados do pai e da madrasta, Kathellen Moreira, no período em que a tragédia aconteceu.
A mãe da criança e familiares maternos passaram a cobrar respostas após a morte do menino, afirmando que já havia preocupação anterior em relação às visitas.
Vídeo antes da visita ganhou repercussão
Um vídeo gravado pela mãe de Gustavo passou a ser analisado pela polícia. Na gravação, a criança aparece chorando e dizendo que não queria ir para a casa do pai porque apanhava.
A imagem gerou forte comoção nas redes sociais e passou a ser considerada um elemento importante para entender o contexto familiar antes da morte.
Pai e madrasta foram presos
Com o avanço das investigações, a Justiça decretou a prisão preventiva de Igor e Kathellen.
Segundo o UOL, a Polícia Civil investiga se a morte da criança pode ter sido cometida com o objetivo de causar sofrimento à mãe, hipótese que pode caracterizar vicaricídio.
Versão inicial foi questionada
Inicialmente, o pai teria relatado que Gustavo havia se afogado em uma piscina, expelido água e depois dormido. A versão passou a ser analisada pelos investigadores junto com laudos e depoimentos.
Com o avanço da perícia, o caso ganhou novos rumos e deixou de ser tratado apenas como um possível acidente doméstico.
Laudo apontou outra causa
De acordo com a investigação citada pelo UOL, o laudo do IML descartou afogamento e apontou que Gustavo morreu por hemorragia interna provocada por agressões.
A Secretaria da Segurança Pública informou que o inquérito ainda não foi concluído e corre sob sigilo, por envolver uma criança e detalhes sensíveis da apuração.
Histórico familiar também é apurado
A investigação também analisa relatos de ameaças anteriores contra a mãe de Gustavo. Segundo a advogada da família materna, ela chegou a ter medida protetiva contra Igor por cerca de dois anos.
Esses elementos devem ajudar a polícia a reconstruir a relação familiar, o histórico de conflitos e o que teria ocorrido durante o fim de semana em que a criança esteve na casa do pai.
Caso segue em investigação
Até o momento, pai e madrasta são tratados como investigados, já que ainda não houve julgamento nem condenação.
A Polícia Civil segue reunindo laudos, depoimentos, vídeos e demais provas para concluir a dinâmica da morte e definir o enquadramento jurídico do caso.





