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Comer moela de galinha faz mal? Entenda os cuidados e os riscos reais

Moela não é proibida

A moela de galinha não é um alimento “venenoso” nem precisa ser cortada da alimentação por todos. Ela é uma parte comestível da ave, rica em proteína, e bastante usada em receitas caseiras.

O problema é que algumas chamadas na internet exageram ao dizer que “médicos revelaram” que comer moela pode causar doenças graves. Na prática, o risco depende principalmente da quantidade consumida, da forma de preparo e da higiene no manuseio.

Cuidado com contaminação

Assim como outras partes do frango, a moela crua pode carregar bactérias capazes de causar intoxicação alimentar, como a salmonela. Por isso, o alimento precisa ser bem cozido e não deve entrar em contato com saladas, alimentos prontos ou utensílios que serão usados sem lavar. O CDC orienta separar carnes cruas de alimentos prontos e cozinhar aves corretamente para reduzir o risco de contaminação.

Os sintomas de intoxicação podem incluir diarreia, vômitos, dor abdominal, febre e mal-estar.

Excesso pode pesar na dieta

Outro ponto é o consumo frequente em grande quantidade. Miúdos, como moela, fígado e coração, costumam ter mais colesterol do que alguns cortes magros. Para quem já tem colesterol alto, doença cardiovascular ou orientação médica para reduzir gordura e colesterol na alimentação, o ideal é consumir com moderação.

O CDC lembra que o corpo já produz todo o colesterol de que precisa, e escolhas alimentares podem influenciar o risco cardiovascular ao longo do tempo.

Atenção ao ácido úrico

Pessoas com histórico de gota ou ácido úrico elevado também devem ter cuidado com o excesso de miúdos. Esse tipo de alimento pode contribuir para aumentar purinas na dieta, substâncias relacionadas à formação de ácido úrico.

Isso não significa que uma porção ocasional vá causar crise em todo mundo, mas quem já tem o problema deve seguir orientação médica ou nutricional.

Forma de preparo muda tudo

A moela cozida, preparada com pouco óleo e acompanhada de alimentos naturais, tende a ser uma opção melhor do que versões muito gordurosas, fritas ou carregadas de sal.

O risco aumenta quando o prato é preparado com muito óleo, temperos industrializados, caldos prontos e excesso de sal, especialmente para quem tem pressão alta ou precisa controlar a alimentação. O Ministério da Saúde alerta que o excesso de gorduras, sal e açúcar está relacionado a problemas como doenças cardíacas, obesidade e outros riscos à saúde.

Quem deve ter mais cautela

Pessoas com colesterol alto, problemas cardíacos, gota, ácido úrico elevado, doença renal ou restrições alimentares devem conversar com um profissional de saúde antes de consumir miúdos com frequência.

Gestantes, idosos, crianças pequenas e pessoas com imunidade baixa também precisam redobrar o cuidado com o cozimento, porque intoxicações alimentares podem ser mais perigosas nesses grupos.

Informação correta

A moela de galinha pode ser consumida, desde que esteja bem higienizada, bem cozida e dentro de uma alimentação equilibrada.

O que pode causar problemas não é a moela em si, mas o consumo exagerado, o preparo inadequado, a contaminação por bactérias ou o consumo frequente por pessoas que já têm condições de saúde que exigem restrição.