Curiosidades

Dois anti-inflamatórios conhecidos podem aumentar risco cardiovascular quando usados sem cuidado

Alerta envolve remédios comuns

Dois medicamentos muito conhecidos voltaram a chamar atenção por causa de possíveis riscos ao coração: ibuprofeno e diclofenaco. Ambos fazem parte do grupo dos anti-inflamatórios não esteroides, usados para dor, febre, inflamações musculares, dores nas articulações e outros sintomas.

Apesar de serem comuns, esses remédios não devem ser usados de forma exagerada ou por muitos dias sem orientação médica.

Risco é maior em altas doses

A Agência Europeia de Medicamentos confirmou que o uso de ibuprofeno em altas doses, a partir de 2.400 mg por dia, está associado a um pequeno aumento no risco de problemas cardiovasculares, como infarto e AVC. Esse risco é maior em pacientes que já têm doenças do coração ou fatores como hipertensão, diabetes, colesterol alto e tabagismo.

No caso do diclofenaco, a agência também alertou que o medicamento pode ter risco cardiovascular semelhante ao de alguns anti-inflamatórios mais fortes, especialmente quando usado em doses altas e por períodos prolongados.

Quem precisa ter mais cuidado

O alerta não significa que todo mundo que toma esses remédios terá infarto. O risco costuma ser maior em pessoas que já têm histórico de doença cardíaca, pressão alta, colesterol elevado, diabetes, problemas de circulação, fumantes e idosos.

Segundo a Mayo Clinic, anti-inflamatórios podem aumentar o risco de infarto e AVC, e o risco pode crescer conforme a dose e o tempo de uso.

Automedicação preocupa

O maior problema é quando a pessoa toma esses remédios por conta própria, repete doses por vários dias ou mistura medicamentos sem saber. Muitas vezes, o paciente usa anti-inflamatório para qualquer dor, sem perceber que pode estar sobrecarregando o organismo.

Além do coração, esses medicamentos também podem causar efeitos no estômago, rins e pressão arterial, principalmente quando usados de forma frequente.

O que fazer com segurança

Quem precisa usar anti-inflamatórios deve seguir a dose indicada, evitar uso prolongado e procurar orientação médica se tiver doenças cardíacas, pressão alta, problemas renais ou uso contínuo de outros remédios.

Também não é indicado parar ou trocar medicamentos por conta própria. Em alguns casos, o médico pode orientar alternativas mais seguras, dependendo do histórico do paciente e do tipo de dor.

Alerta não é para pânico

Ibuprofeno e diclofenaco continuam sendo medicamentos usados na medicina, mas precisam de responsabilidade. O risco maior aparece principalmente no uso excessivo, em altas doses ou em pessoas mais vulneráveis.

A recomendação é simples: não transformar anti-inflamatório em remédio de uso diário sem avaliação profissional.